Meu caro Jesus

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Publicado pelo jornal “O Dia” no dia 16 de dezembro de 2019, clique aqui para acessar.

Em pouco mais de seis meses no comando do Flamengo, conseguiu montar um grande time, competitivo e à moda europeia, sem abrir mão da essência do futebol arte que está no DNA do jogador brasileiro, causando uma revolução no futebol do país.

Arte o dia

Peço uma licença poética ao articulista Elio Gáspari, cujo modelo de texto serviu-me de inspiração para escrever este artigo…
Mister Jorge Jesus, eu tive a imensa satisfação de comandar o time do Flamengo, estreando à frente da equipe em 1976 numa memorável vitória sobre o Sport, de 3 a 0, no templo do Maracanã. Desde então, pude vivenciar uma experiência profissional jamais imaginada ao ser tricampeão estadual pelo rubro-negro carioca, nos anos de 1978 e 1979 (duas vezes), campeão brasileiro, em 1980, e, de certa forma, ter sido o criador da formação que viria a ganhar a Libertadores da América e o Mundial de Clubes, em 1981, sob as mãos do treinador Paulo César Carpegiani. Sem falar na honra de comandar craques como Zico, Júnior, Leandro, Adílio, Andrade… todo o grupo era brilhante.

Na época, muito se falou sobre o fato de eu ser defensor da europeização dos métodos de trabalho e da concepção tática no futebol brasileiro, o que causou alguma polêmica e dividiu opiniões. Em especial no caso de terminologias que implantei como overlapping (abrasileirada para `ponto futuro`) e polivalência, por meio da qual defendia que cada jogador teria de exercer mais de uma função em campo; conceitos inspirados no carrossel holandês (seleção da Holanda) que encantou o mundo na Copa de 1974.

Hoje, passados 38 anos da conquista daquela Libertadores, vejo a história se repetir com você, meu caro Jesus. Em pouco mais de seis meses no comando do Flamengo, conseguiu montar um grande time, competitivo e à moda europeia, sem abrir mão da essência do futebol arte que está no DNA do jogador brasileiro, causando uma revolução no futebol do país. E isso vem despertando reações de apoio (que são a maioria) mas também, controvérsias.

Mas digo a você, Mister. E falo com conhecimento de causa porque vivi algo semelhante. Não se deixe abater com os comentários daqueles que não reconhecem a valorosa contribuição que tem dado ao nosso futebol, principalmente no aspecto tático, na forma de mobilizar os atletas e de mantê-los motivados e com uma intensidade em campo que há muito não se via por aqui. O time do Flamengo se tornou um modelo a ser seguido pelos demais clubes.

As recentes conquistas da Copa Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro, feitos históricos e memoráveis, dão a exata noção do brilhante trabalho realizado por você e pelos jogadores, que, unidos e em perfeita sintonia, formaram um grupo campeão, a exemplo do que fora o Flamengo da era Zico. Portanto, sinta-se muito orgulhoso por isso, meu amigo. Mister, você caiu nas graças da torcida e, como costuma dizer, tem sido muito acarinhado por ela.

Quis o destino que outro português – você, meu amigo – desembarcasse no Brasil para redescobrir a magia daquele que ainda é considerado o melhor futebol do mundo. Por isso, Mister Jesus, permita-me finalizar a minha sincera mensagem com um pedido especial, que é o mesmo de toda a nação rubro-negra e também daqueles que são admiradores do seu trabalho: fica no Flamengo. O futebol agradece!

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