O renascimento do Canecão

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Publicado pelo jornal “O Dia” no dia 1º de julho de 2019, clique aqui para acessar.

Presente na memória afetiva do carioca por ter sido um dos principais espaços artísticos do Rio de Janeiro, considerado uma espécie de templo da cultura no estado e que marcou época, o Canecão vai renascer. A recente aprovação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) do projeto de lei de destombamento desse histórico equipamento cultural representa um passo fundamental para o início do processo de revitalização do imóvel, fechado há quase 10 anos e que vem se deteriorando ao longo dos tempos.

Como bem diz um conhecido ditado popular, o show tem que continuar. E nós, na Alerj, entendemos a relevância histórica do Canecão, abraçamos a causa em prol da refundação desse palco cultural, numa força-tarefa conjunta com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, gestora do imóvel. A UFRJ apresenta a oportunidade de construir um novo equipamento dentro do projeto de utilização e valorização dos seus ativos imobiliários, fruto de convênio com o BNDES.

Trata-se de um planejamento que visa devolver à cidade um espaço destinado à cultura em substituição ao Canecão, e por meio do qual terrenos e imóveis da UFRJ na Praia Vermelha, na Ilha do Fundão e no Centro do Rio poderão ser concedidos a investidores pelo período de até 50 anos. Como contrapartidas previstas no projeto estão edifícios para mil vagas de residência estudantil, três novos restaurantes universitários, a conclusão de prédios acadêmicos com obras paralisadas, e um aparelho cultural multiuso com capacidade para 1.500 pessoas.

A recuperação da área do Canecão como um corredor cultural e comercial funda-se no reconhecimento e promoção da diversidade, abrindo as portas para múltiplas formas de manifestações artísticas. Representa, também, a possibilidade de criação de novos negócios.

Essa é uma luta, antes de qualquer coisa, em defesa da cultura do nosso estado, que precisa ser incentivada e valorizada. O renascimento do Canecão pode ser um marco para que outros espaços culturais do Rio, igualmente importantes, sejam revitalizados e devolvidos à população. Casos, por exemplo, do tradicional teatro Villa-Lobos e do Museu do Índio, que se transformaram em ruínas; e do Museu Carmem Miranda, fechado para visitação e que hoje atende apenas a pesquisadores.

Entendemos, no Parlamento, que o apoio à área cultural é de grande valia sob diversos aspectos. Mas o principal deles certamente refere-se ao fomento à arte como forma de expressão – seja no canto, na dança ou na representação -, além de significar um caminho para a geração de emprego e renda neste momento em que o estado precisa se recuperar e sair de vez da crise, voltando a estimular o turismo e fazendo a roda da economia girar. O poder público precisa estar sensível a isso e investir no setor.

Defender e trabalhar em prol da cultura e da educação são prerrogativas do Legislativo. E é isso que estamos fazendo, na Alerj, em relação ao Canecão. Afinal, o show não pode parar!

André Ceciliano é presidente da Alerj

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