Royalties para o futuro

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A experiência internacional mostra que a presidenta Dilma está certa ao propor MP destinando 100% dos recursos dos royalties para a área de Educação. É como diz o ditado chinês: “Se planejar para um ano, plante arroz. Se planejar para 10 anos, plante árvores.Se planejar para 100 anos, eduque as pessoas”.

O exemplo clássico vem da Coréia do Sul. Nos anos 50, ela saiu destruída por uma guerra civil que dividiu o País ao meio, deixou um milhão de mortos e a maior parte da população na miséria. A virada começou dos anos 70, com uma reforma que tornou o ensino básico prioridade. Hoje, quatro décadas depois, oito em cada dez coreanos chegam à Universidade. Todos os professores, sem exceção, têm mestrado. Um terço dos formandos são engenheiros – no Brasil, não chegamos a 10%. Graças à multidão de cientistas que tem, a a Coréia é um gigante nas áreas de inovação tecnológica – da computação à genética.

O Brasil deve se espelhar nos bons exemplos para evitar a ‘maldição do petróleo’. Tal qual o sujeito que ganha na loteria e fica pobre novamente em pouco tempo, a riqueza súbita pode fazer com que nações inteiras percam a oportunidade de sua história. A Noruega, por exemplo, país com um dos maiores IDHs do planeta, quando descobriu a imensa reserva no Mar do Norte tratou de criar um fundo que prioriza sabe o quê? Educação e aposentadorias.

O petróleo é uma riqueza imensa, porém finita. A Educação é um bem imaterial que não se perde. Pelo contrário, se transmite de geração em geração. O Japão, por exemplo. A ilha desprovida de recursos naturais tem no seu povo, altamente qualificado e disciplinado, a sua maior riqueza.

No Rio, muito mal comparando, temos no pequeno município de Paracambi, na Baixada Fluminense, um modesto exemplo. A cidade está longe de ser o município mais rico da região, e sua população não chega a 50 mil habitantes. Entretanto, foram os investimentos realizados na Educação infantil e básica a partir do ano 2001 que fizeram com que Paracambi apresente desde 2007 o Ideb (Índice de Desenvolvimento de Educação Básica) o mais alto da Baixada. Também no ensino superior, os avanços foram notáveis.

Na antiga indústria de tecidos fundada por Dom Pedro II e desativada desde os anos 80, foi criada em 2003 a Fábrica do Conhecimento, com cursos na área de formação tecnológica de onde hoje saem profissionais diretamente para as industrias químicas da Baixada e para as plataformas de petróleo de Campos. Nada mais simbólico: sobre os escombros da atividade econômica (têxtil) para não soube se adaptar aos novos tempos, foi construída uma ferramenta do saber, semente do futuro.

Um campo de petróleo dura no máximo 100 anos. A Educação é para sempre. Seja bem vinda a MP que garante 100% dos royalties para formar o futuro do Brasil, a maior herança que podemos deixar para nossos filhos e netos.

André Ceciliano (deputado estadual, é líder do PT na Alerj)

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