Ao alcançar Molon, Ceciliano se impõe como candidato competitivo junto aos eleitores de Lula

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A principal revelação da pesquisa do IPEC para o Senado não foi a liderança de Romário, já apontada por todos os levantamentos anteriores. O mais relevante foi o avanço do candidato do PT, André Ceciliano, que cresceu dois pontos e empatou numericamente com o seu principal adversário na esquerda, Alessandro Molon – ambos com 7% das intenções de voto.

A progressão de Ceciliano confirma o seu potencial competitivo e deverá funcionar como amálgama de unificação da base de eleitores do ex-presidente Lula, levando-o a ultrapassar rapidamente o candidato do PSB . O fenômeno deve provocar o agrupamento das forças progressistas em torno do petista, desidratando de modo irreversível e definitivo a ameaça de Alessandro Molon pela esquerda.

Na reta final da campanha, a principal tarefa de Ceciliano será conquistar o expressivo contingente de eleitores de Lula que ainda vota em Romário. Os de Molon virão por gravidade na medida em que ele, Ceciliano, se mostrar com potencial para vencer, como já revela a pesquisa IPEC.

Dados internos das sondagens revelam que Romário tem um eleitor de perfil popular, sem corte ideológico nítido, que vota tanto em Bolsonaro quanto em Lula. Sensibilizar os lulistas desavisados que têm simpatia pelo craque dos gramados é missão para os marqueteiros de Ceciliano.

A desconstrução de Romário é também o desafio de Clarissa Garotinho, que saltou de 5% para 8% das intenções de voto, após defender teses conservadoras radicais – especialmente a castração de pedófilos – em seus programas de televisão. A despeito de ter sido considerada inconstitucional por juristas, a proposta tem sido bem aceita, sobretudo junto ao eleitorado feminino conservador, de matriz evangélica.

Nos últimos dias de campanha, Ceciliano, à esquerda, e Clarissa, à direita, devem avançar ainda mais num movimento de reflexo da polarização entre Lula e Bolsonaro.

A inconsistência de Romário, cuja base eleitoral é constituída mais por fãs e menos por militantes políticos, abre espaço para que a disputa final pela vaga se dê entre Ceciliano e Clarissa. Com vantagem para o petista, dado o seu atrelamento à candidatura de Lula, potencialmente vitoriosa como mostram as pesquisas.

* Esta matéria reproduz na íntegra o texto publicado no portal Agenda do Poder em 06/09/22.

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