Diário da Guanabara –

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Diante de milhares de pessoas que compareceram a Cinelândia, no Centro do Rio, para acompanhar o ato da pré-campanha de Lula à presidência, o clima era de disputa interna, entre o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), André Ceciliano (PT) e o deputado Alessandro Molon.

Os dois são pré-candidatos ao Senado na aliança entre PT e PSB, e nos últimos dias protagonizam uma disputa aberta pelo apoio entre os partidos que estão na aliança.

No palanque, durante discurso, eles trocaram farpas e na plateia os apoiadores dos dois candidatos responderam com aplausos e vaias.

Lula tem preferência pela candidatura de Ceciliano, assim como o deputado Marcelo Freixo (PSB), que disputa o governo do Estado pela aliança.

Já Molon tem apoio dos partidos Rede, PSol e Cidadania, que também apoiam a candidatura de Lula.

Durante o evento, Ceciliano integrava o palanque principal, com direito a discurso, jingle e foto no telão. Molon, presente no evento, não ficou entre os parlamentares no palco. Ele falou brevemente, como líder partidário, antes do ato começar oficialmente, ainda sem transmissão ao vivo, mas não deixou de cutucar Ceciliano.

“Hoje, o Rio tem a lástima de ter três senadores bolsonaristas representando nosso estado, não trouxeram nada para o Rio de Janeiro, não trouxeram um único legado. Precisamos mudar essa história, enfrentar o [presidente Jair] Bolsonaro com determinação e sem conciliação. Precisamos enfrentar e derrotar [o governador] Claudio Castro, sem conciliação e ambiguidades”, discursou Molon.

O discurso foi uma alfinetada em Ceciliano, que, apesar de formalmente compor oposição do governo Castro, mantém boas relações com o governador e com outros parlamentares do PL, partido dele e de Bolsonaro. Ceciliano diz que a relação é institucional.

O parlamentar do PSB discursava, enquanto a militância de Ceciliano cantava: “Molon, eu não me engano; o senador é Ceciliano”.

Já no evento principal com Lula, em pé ao ao lado do ex-presidente, Ceciliano falou por cerca de dez minutos e retrucou, também sem citar o adversário. Falou sobre sua lealdade ao PT, uma referência indireta a Molon, que trocou de partido no auge da crise do mensalão.

 

* Este texto reproduz na íntegra a matéria publicada no portal do Diário da Guanabara em 07/07/22.

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