Entrevistas da Ema: André Ceciliano, candidato ao Senado pelo estado do Rio

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A liderança das pesquisas ao Senado pelo Rio de Janeiro está com o atual ocupante do cargo, Romário (PL), mas a rivalidade entre André Ceciliano (PT) e Alessandro Molon (PSB) tem chamado a atenção. Ambos disputaram a indicação como candidato pela aliança entre os seus partidos no estado e, no fim das contas, ambos estão concorrendo, dividindo os votos da esquerda.

Assim, o outro entrevistado pela coluna da Jurema, neste domingo, é o atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Em uma semana agitada, em que evitou dividir o palco com Molon no evento de campanha do candidato da coligação de seus partidos à Presidência da República, o ex-presidente Lula, Ceciliano reservou umas horinhas para bater um papo com a ema sobre sua candidatura e gostos pessoais. Confiram!

Jurema: Deputado, obrigado por receber a equipe do EXTRA e por me receber para esta entrevista.

André Ceciliano: Para mim é um prazer, Jurema, estar aqui com você.

Jurema: Deputado, quando criança o senhor jogava bola?

André Ceciliano: Jogava, sim. Teve uma passagem em que eu cortei o tendão de Aquiles, quando a bola caiu numa lixeira e, ao tentar pegar, soltei meu tendão. Tive de fazer uma cirurgia com 7 anos de idade.

Jurema: Era daqueles garotos donos da bola que só deixava jogar quem o senhor quisesse?

André Ceciliano: Não, nessa época eu jogava no time da cidade de Paracambi, chamado Tupi. Sempre fui bom jogador.Jurema: E nas festas de aniversário? O senhor barrava aqueles coleguinhas de que não gostava?

André Ceciliano: Não, a gente tinha uma infância difícil, muito dura. Não tinha aquelas festas. Depois de velho, sim, mas antes, não.

Jurema: Seus principais adversários são um político craque de bola e outro com fama de galã. Dá para bater de frente na bola e na beleza?

André Ceciliano: Não dá para competir na bola, não dá para competir na beleza, mas dá para competir com meus feitos, as realizações que fiz. Eu mudei as vidas das pessoas na cidade de Paracambi, da juventude principalmente. E estou ajudando muitas famílias no Rio de Janeiro. Eu tenho realizações. Na área da política, tenho certeza que sou craque.

Jurema: Como cria da Baixada, que programa o senhor recomenda para mim e os eleitores?

André Ceciliano: Primeiro conhecer a Fábrica do Conhecimento, complexo educadional de Paracambi. Transformei um antigo complexo industrial num complexo educacional. Recomendo que você vá lá.

Jurema: E no Leblon?

André Ceciliano: Tem ali o (Boteco) Rainha, um chopinho gostoso e um torresmo bom por lá.

Jurema: O senhor escolheu um boteco no Centro para local da entrevista, é um ambiente de que o senhor gosta?

André Ceciliano: Sim, frequento muito. Em Paracambi, tenho muitos amigos e brinco que saímos para fazer um tour etílico aos fins de semana, pois jogamos sinuca, uma sueca e jogamos conversa fora.

Jurema: Nas férias ou na folga, o senhor prefere as praias e o sol da Região dos Lagos ou o frescor da Região Serrana?

André Ceciliano: Sempre que posso, eu estou na Região Serrana. Vou muito pouco à praia, mas eu respeito. A praia é o divertimento da grande massa, é o programa mais popular que temos no Brasil.

Jurema: No carnaval, o senhor prefere a folia ou uma viagem para de descanso?

André Ceciliano: Um pouquinho de cada coisa. Sempre que posso, eu desfilo na minha querida Beija-flor e sempre que posso também descanso. Então, depende de cada momento. Mas, geralmente, eu vou o ano todo em escolas de samba, mas a do meu coração é a Beija-flor.

Jurema: Que samba-enredo inesquecível tem na ponta da língua?

André Ceciliano: “Ratos e urubus, larguem a minha fantasia”.

Jurema: E petisco de rua, qual é o que fisga o senhor?

André Ceciliano: Torresmo. Esse me pega, Jurema.

Jurema: Que programa típico de morador do Rio de Janeiro o senhor prefere?

André Ceciliano: Praia e sol, Maracanã, futebol. Meu mengão, sou apaixonado pelo Flamengo.

Jurema: O senhor é a favor do projeto do estádio próprio do Flamengo ou o melhor caminho é a concessão?

André Ceciliano: Eu acho que o governo do estado deveria vender o Maracanã. Fazer um leilão e vender, pois quem comprar vai fazer a reforma da sua forma e dar o melhor destino possível. Mas sou a favor do estádio do Flamengo. O clube precisa ter um estádio com mais de cem mil lugares.

Jurema: Por que o senhor é mais a cara do Rio de Janeiro do que os seus adversários?

André Ceciliano: Eu me identifico com as coisas simples. Gosto muito de pescar, de um violão, de cantar, gosto de uma roda de samba. Me identifico com as coisas simples e, por isso, posso ser mais a cara do Rio do que outros candidatos.

Jurema: O senhor dorme com celular ao lado. O que olha assim quando acorda?

André Ceciliano: WhatsApp e depois jornais on-line para ver as notícias pela manhã. Depois, Instagram.

Jurema: Qual melhor lugar do estado para fazer stories?

André Ceciliano: Tem tantos lugares… Eu diria Cristo Redentor, Maracanã, no meu trabalho.

Jurema: O senhor sabe cozinhar ou se arrisca na cozinha? Que prato é sua especialidade?

André Ceciliano: Eu faço o bacalhau da meia-noite. O segredo, Jurema, é não deixar o bacalhau queimar, porque é um bacalhau desossado, dessalgado, com azeite extravirgem. Não tem como dar ruim.

Jurema: Em casa, o senhor prefere assistir a filme ou novela?

André Ceciliano: Eu vejo muito televisão, gosto do programa “Alienígenas do passado”, do History Channel, que fala muito sobre civilizações passadas, e eu sou fascinado.

Jurema: Deputado, para terminar, um pequeno pingue-pongue com perguntas e respostas rápidas. Um filme.

André Ceciliano: Que bom que você perguntou. O filme mais lindo do planeta: “Cinema Paradiso”.

Jurema: Um seriado.

André Ceciliano: “Arcanjo renegado”.

Jurema: Um livro.

André Ceciliano: Tem um livro que me marcou na adolescência, foi “O que é isso, companheiro”.

Jurema: Uma música.

André Ceciliano: Tem tantas, eu sou apaixonado por músicas.

Jurema: Um cantor ou cantora.

André Ceciliano: Eu diria Belchior, Fagner, eu sou amigo dele. Vou falar o Fagner, senão, ele vai ficar bravo comigo.

Jurema: Um ator ou atriz.

André Ceciliano: Rita Haywoth, a única que minha mulher não briga comigo.

Jurema:Um lugar.

André Ceciliano: A minha casa.

Jurema: André Ceciliano.

André Ceciliano: Gente boa, gente humilde, sem arrogância, simples. Gosta dos amigos, de uma boa música, gosta de tomar uma cerveja, gosta de samba, gosta do Flamengo, pé no chão.

 

* Este texto reproduz na íntegra a entrevista publicada no portal do Jornal Extra em 11/09.

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