Ceciliano aprova Medalha Tiradentes para Benedita da Silva

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A deputada federal Benedita da Silva será homenageada com a Medalha Tiradentes, a mais importante honraria do Legislativo fluminense. A medida foi protocolada pelo deputado André Ceciliano (PT), presidente da Casa, e aprovada pelo plenário da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (22/03).

Servidora pública, professora, auxiliar de enfermagem e assistente social, Benedita da Silva foi a 59ª governadora do Estado do Rio e a primeira senadora negra do Brasil.

Nasceu em 1942, filha de lavadeira e de pedreiro, em uma família de 14 irmãos. Benedita da Silva construiu sua vida pública envolvida nas lutas em favor das comunidades empobrecidas do Rio de Janeiro, sua cidade natal.

Moradora do morro Chapéu Mangueira durante 57 anos, iniciou sua trajetória na Associação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro. Também se dedicava na alfabetização de adultos e jovens na favela do Chapéu Mangueira pelo método Paulo Freire e nunca deixou de estudar –  concluindo, aos 40 anos, os cursos de Serviço Social e de Estudos Sociais.

Por ocasião das comemorações do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro, em 1965, e, também por seu ativismo político desde muito cedo, foi indicada como representante do bairro de Copacabana, no concurso de mulheres sambistas promovido pela Prefeitura, tendo sido eleita a Miss IV Centenário. Em 1968 batizou-se nas águas, convertendo-se ao evangelismo, no seguimento Assembleia de Deus.

Em 1979, filiou-se com entusiasmo na criação do Partido dos Trabalhadores, pois via ali a oportunidade das mulheres negras e pobres lutarem de forma organizada por direitos.

Em 1982, iniciou sua carreira política ao se eleger vereadora do Rio de Janeiro já articulada com os movimentos de mulher, negro e comunitário. Foi eleita a primeira vereadora do PT, sendo a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Câmara de Vereadores da cidade do Rio de Janeiro.

A eleição para Deputada Federal em 1986 foi o reconhecimento do trabalho em defesa da mulher, da igualdade racial, da trabalhadora doméstica, das minorias, dos direitos humanos e das comunidades faveladas. Assumiu o mandato com a determinação de incluir na nova Constituição democrática os direitos desses segmentos discriminados, sendo reeleita para este cargo em 1990. Foi suplente da Mesa Diretora da Câmara na Constituinte.

Em 1992, foi candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) a prefeitura do Rio de Janeiro, não sendo eleita.

Em 1994, Benedita da Silva foi eleita com expressiva votação (2.248.861 votos) para o Senado Federal.

Foi eleita vice-governadora do Rio de Janeiro em 1998, na chapa de Anthony Garotinho. Para assumir o cargo, renunciou ao mandato de Senadora, que só terminaria em 2002.

Em 2001, presidiu a Conferência Nacional de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, que reuniu mais de dez mil pessoas de todo país, entre lideranças de ONGs e governos.

Em 2002, quando governou o estado do Rio de Janeiro numa decisão inédita, nomeou 20% de negros para o primeiro escalão e implantou a lei cotas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Com a eleição de Luís Inácio Lula da Silva para a Presidência da República, Benedita assumiu, em janeiro de 2003, o Ministério da Assistência e Promoção Social.

Assumiu em janeiro de 2007, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, no Governo Sérgio Cabral Filho.
Em 2010 foi eleita para mais um mandato de Deputada Federal pelo Rio de Janeiro com 71.036 votos (0,89%) e reeleita em 2014 e 2018, com 48.163 (0,63%) e 44.804 votos (0,58%), respectivamente.

Por sua luta contra o racismo, em 2017 foi homenageada na Exposição “Lembre-se da Escravidão” na ONU.

Ao ser eleita novamente Deputada Federal, em 2010, foi escolhida para ser a relatora da Proposta de Emenda Constitucional que ampliou os direitos trabalhistas das trabalhadoras domésticas, uma categoria com cerca de 7 milhões de pessoas. Foi uma oportunidade que a honrou, pois essa é uma luta que ela vem travando desde o início de sua vida política.

Benedita da Silva foi autora da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, que instituiu auxílio financeiro para o setor cultural devido à pandemia de COVID-19 no Brasil.

Foi candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições de 2020.

Bené tem uma trajetória que reflete as lutas de todos aqueles que são excluídos e lutam por uma sociedade socialmente mais justa e democrática.

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