Defesa da soberania nacional marca ato com Dilma, Freixo e André no RJ

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Ao lado do “pai do pré-sal”, Dilma criticou a política de preços da Petrobras; Freixo voltou a defender candidatura de André como “fundamental para o Congresso Nacional”

Foto: Rodney Delphino

O candidato ao senado pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), André Ceciliano, a ex-presidente Dilma Rousseff e o candidato ao governo Marcelo Freixo participaram, na noite desta terça (13/09), de um ato em apoio à eleição de Wadih Damous a deputado federal, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio. A defesa da soberania nacional, sobretudo através da valorização da Petrobras como empresa pública, foi um consenso entre os políticos.

“O que a gente está vendo é um escárnio com o povo brasileiro. A Petrobras publicou um edital para construção de um novo FPSO [plataforma de extração de petróelo] sem nenhuma obrigação de componentes de conteúdo nacional. São US$ 2 bilhões e a chance da gente conseguir ganhar essa licitação é nenhuma”, criticou André Ceciliano.

Durante a campanha, ele vem defendendo que, com a obrigação do uso de conteúdo nacional e com a manutenção da frota de embarcações da Petrobras no Rio de Janeiro, seria possível reabrir os estaleiros do estado e recuperar os empregos perdidos na área. A retomada das obras federais no Rio, como a do Complexo Petroquímico, também é uma defesa do candidato para a geração de empregos.

André também se comprometeu a lutar, no Senado, pela revisão das reformas previdenciária e trabalhista e da chamada BR do Mar, lei sancionada pelo presidente Bolsonaro que desobriga o uso de embarcações nacionais na cabotagem, as navegações que ocorrem entre os portos na costa brasileira.

O evento contou com a participação de Guilherme Estrella, geólogo e ex-diretor de Exploração da Petrobras conhecido como “pai do pré-sal” por ter descoberto as novas reservas de petróleo no país durante o governo Lula. Ao lado dele, Dilma criticou a política de Preço de Paridade Internacional (PPI), implementada na empresa durante a gestão de Michel Temer.

“O pré-sal é uma história de luta e é uma história que tem também o esforço da Petrobras”, comentou Dilma. “Há uma pequena tolerância das elites brasileiras com a redução das desigualdades. Aqui no Brasil, quando você reduz a desigualdade, começa a haver uma avaliação se vale mais a pena manter ou alterar o status quo. […] Não é só o fato deles quererem nos tirar o petróleo. Mas é isso também, tanto que, meses depois do meu impeachment, eles aprovam o PPI, que nada mais é do que uma forma de transformar a Petrobras em uma ‘plantation’, ou seja, ela começa a exportar óleo cru, o que é um escândalo. Tudo que nós não queríamos é que a Petrobras exportasse óleo cru, que a Petrobras importasse todos os grandes equipamentos necessários para explorar o petróleo”, criticou.

Foto: Rodney Delphino

A recente aprovação da privatização da Eletrobras foi um destaque na fala do candidato a deputado federal Wadih Damous, que defendeu a revogação de medidas implementadas durante o governo Bolsonaro.

“Temos que fortalecer a defesa das nossas empresas estratégicas.Temos que barrar o processo de privatização da Petrobras, temos que reestatizar a Eletrobras. Assim será o governo de Lula, o governo de reconstrução nacional, de reconstrução da nossa soberania. Nós sabemos que muitas das medidas que o presidente Lula vai ter que adotar vão passar pelo Congresso Nacional. E aí não pode ter medinho, vai ter que votar de acordo com os interesses do País. No Senado, André não vai trair o presidente Lula”, disse.

Marcelo Freixo voltou a apoiar a eleição de André Ceciliano ao Senado para garantir a governabilidade de Lula frente a um “centrão fortalecido” com o orçamento secreto do governo Bolsonaro e o enfrentamento a “um resquício do fascismo no Congresso que não será pequeno”.

“O governo Lula não será o governo de 2002, não será um governo tranquilo. Essa é a razão fundamental da gente eleger André Ceciliano para o Senado e eleger Wadih Damous para deputado federal. Essas duas figuras serão fundamentais para o governo Lula, serão fundamentais para o Congresso Nacional”, defendeu.

Foto: Rodney Delphino

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