Em evento com Lula, Ceciliano critica política de preços da Petrobras

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Foto: Ian Ribeiro

O deputado André Ceciliano participou, nesta terça-feira (29/03), de um encontro do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva com representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) para debater inciativas do setor de óleo e gás. A alta do preço da gasolina no Brasil foi um dos principais temas discutidos pelo setor produtivo, trabalhadores e políticos. “A atual política de preços da Petrobras é para garantir interesses externos”, criticou Ceciliano.

O encontro aconteceu no dia seguinte ao anúncio de demissão do presidente da empresa, Joaquim Silva e Luna, general da reserva indicado pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele foi demitido após o anúncio, há três semanas, de mais um aumento na gasolina – desta vez de 18,8%, motivado pelo impacto da guerra entre Rússia e Ucrânia. Em 2022, a alta acumulada no preço da gasolina já chega 24,5% e no diesel, a 35%.

Segundo o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), os reajustes da Petrobras já são os maiores desde 2016, quando a empresa adotou o preço de paridade de importação (PPI) para definir o preço da gasolina e do diesel nas refinarias. Na prática, ela torna o preço da gasolina é mais impactado pelas flutuações do dólar e do preço do barril no mercado internacional.

O ex-presidente Lula comentou que é preciso demonstrar para a população como essa política de preços impacta na vida cotidiana. “Quem não pode mais cozinhar por causa do preço do gás, quem não pode sair de carro pelo preço da gasolina ou o caminhoneiro que sofre com o preço do diesel… essas pessoas precisam entender que essa luta é delas. E que a responsabilidade é do presidente, que joga a culpa nos outros”, disse Lula, em crítica a Bolsonaro.

No encontro, especialistas apontaram que o resultado das eleições impactará diretamente no papel da Petrobras para a consolidação da soberania nacional. “Nessas eleições escolhemos entre um país soberano e um pais submisso e colonizado, com um povo escravizado”, comentou o geólogo Guilherme Estrella, que liderou a descoberta do pré-sal no país.

Corroborando a fala de Estrella, Ceciliano destacou os avanços na produção do petróleo no país e como ela se destaca em relação ao restante do mundo. “Demorava-se um ano para fazer o furo do poço, hoje demora cerca de 40 a 50 dias. O primeiro poço de pré-sal custou 240 milhões de dólares, hoje custa de 40 a 50 milhões. Hoje, há poços de pré-sal produzindo 64 mil barris por dia, quando a média no Mar do Norte, setor norueguês, é de 9 mil barris por dia. Por isso, precisamos resguardar a nossa soberania”, comentou.

Repetro

O presidente da Assembleia Legislativa também criticou o Repetro, regime que tem reduzido o percentual de participação da indústria nacional nos materiais, equipamentos e serviços utilizados na extração de petróleo. “O Repetro foi estendido por mais 20 anos. Se você pode contratar, comprar e alugar tudo de fora, não fica nada no Brasil. Hoje, 80% vem de fora, enquanto há cinco ou dez anos, esse percentual era de 65%. Hoje não fica nada aqui, não gera emprego aqui”, criticou Ceciliano.

Fundo Soberano

No encontro, Ceciliano lembrou que o Rio de Janeiro tem uma presença muito forte do setor, já que o estado é responsável por mais de 80% do petróleo e mais de 60% do gás. Ele lembrou que a arrecadação dos royalties e participações especiais foi de grande impacto para economia fluminense e que, agora, 30% do aumento anual desse valor será repassado ao Fundo Soberano, criado através de uma PEC do Ceciliano, para incentivar o desenvolvimento econômico diversificado do estado. Nesta segunda, o governo do Estado anunciou o primeiro aporte ao fundio, no valor de R$ 2,1 bilhões.

Também participaram do evento a presidenta do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffman, e o deputado federal Marcelo Freixo (PSB).

 

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