Hora de vestir a camisa do Rio 

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Não é de hoje que o Rio sofre com a crise econômica. Perdemos a capital para Brasília nos anos 60, sem qualquer compensação. O mesmo ocorreu na fusão, em 1974. Estudo da Fundação Getúlio Vargas mostrou que, das 27 unidades da federação, o Rio foi o estado que menos cresceu desde 1985.
O Rio precisa reativar sua economia, hoje muito dependente da indústria do petróleo, que representa um terço do nosso PIB. Em 37 anos, saímos da segunda para a sexta posição em número de empregos industriais no país. Nossa taxa de desemprego está acima da média nacional. Os números não são animadores, mas há como reverter essa situação se fizermos como fazem mineiros, paulistas e nordestinos e soubermos nos unir para defender os legítimos interesses do Rio em Brasília.
Por isso sou candidato ao Senado. Além do chamamento do meu partido, considero que reúno as condições para ser um articulador do nosso estado em Brasília. Para isso, é preciso arregaçar as mangas e trabalhar. Não dá para ocupar uma cadeira dessa importância e jogar parado. Pode funcionar no futebol, não na política. É preciso compreender os problemas que nos afligem e saber os caminhos para as soluções.
Tenho a experiência de ter sido duas vezes prefeito e quatro vezes deputado. Quando assumi, em 2017, por obra do destino, a presidência da Alerj, na maior crise financeira e política da nossa história, tive a dimensão do tamanho do desafio que é reerguer esse estado. Comandei votações difíceis, mas que permitiram que o Rio superasse aquela fase, pudesse respirar e planejar seu futuro. Estamos neste momento: de construir o amanhã.
Na pandemia, além de cassar um governador corrupto – o primeiro governador cassado da história do Brasil – a Alerj precisou voltar os olhos para os mais pobres. Nesse sentido, propus leis importantes, como o Supera RJ. É de minha lavra, também, o Vale Gás; a isenção de ICMS sobre as contas de energia de áreas carentes; a redução de ICMS para bares e restaurantes e uma série de outras medidas que visam a fazer a economia do Rio mais competitiva em relação aos nossos vizinhos.
Tudo isso aconteceu sob o signo do diálogo, sem o qual nada é possível. Passada a maior crise sanitária da histórica recente, que deixou 75 mil mortos no estado e um rastro de fome e desalento, é hora de tirar do papel projetos estruturantes e preparar o Rio para um novo momento. E, para isso, contamos com os recursos do Fundo Soberano, outro projeto de criei, financiado por 30% da variação positiva de arrecadação de royalties de um ano para o outro. O Fundo já tem R$ 2,1 bilhões em caixa. Em 2023, serão pelo menos R$ 5 bilhões. Daí que podem sair recursos para um projeto indutor do nosso desenvolvimento: o gasoduto Rota 4B, também disputado por São Paulo. Os paulistas sabem que onde tem gás, tem indústria. E onde há indústrias, empregos. Não podemos perder mais essa.
Com nossas dívidas suspensas pelo Regime de Recuperação Fiscal, a arrecadação em alta por conta do preço do petróleo, do dólar, da espetacular produção do pré-sal e da venda da Cedae, estamos com a faca e o queijo na mão. Não temos mais o direito de errar. E não errar passa por escolher melhor nossos representantes, sobretudo no Senado, a casa que representa os estados. Quem me conhece sabe que eu não jogo na banheira, não fujo de bola dividida. Eu tenho disposição, conhecimento e estou preparado para vestir e defender a camisa do Rio em Brasília.
* Este texto reproduz na íntegra o artigo publicado no jornal Correio da Manhã em 28/09.

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