Economista Mauro Osório explica importância do setor para o Rio de Janeiro

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A ideia do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) foi desenvolvida no início dos anos 2000 para captar a relação indissociável entre saúde e desenvolvimento. O estado do Rio, com cerca de 300 mil empregos no setor, já possui iniciativas e instrumentos que demonstram a importância desses setores.

“Maricá está propondo um distrito de inovação e já criou um hospital regional de quase 200 leitos, o que gera demanda; Niterói tem o Vital Brazil, que é outro município que também pode se beneficiar disso. O próprio noroeste do estado conta com várias faculdades, inclusive privadas, na área da Saúde”, exemplifica o economista e professor Mauro Osório. 

Uma das mais importantes iniciativas é a a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que, aos 120 anos, vive um momento histórico ao produzir, no Rio de Janeiro, as vacinas contra o coronavírus, feitas a partir do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) enviado pela empresa AztraZeneca. Com uma produção estimada em 1,4 milhão de doses diárias, a instituição ainda se prepara para a ampliação do seu parque industrial. No horizonte, está um enorme potencial do chamado Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) a ser explorado pelo Estado do Rio de Janeiro.

 

“O SUS é o maior sistema público de compras do mundo e, quando passamos a produzir aqui dentro, diminui-se a dependência do dólar e isso impacta no orçamento não só do Governo Federal, como de governos estaduais e prefeituras. Produzindo aqui, eu gero emprego e ainda há a transferência de tecnologia. O estado do Rio poderia absorver essa demanda das importações”, complementa o economista, destacando que a indústria farmoquímica cresceu 20% no estado no ano passado”, comenta. 

Analisando as principais indústrias produtoras de bens em saúde – farmacêutica, de vacinas, reagentes para diagnóstico, hospitais, dentre outras –, é possível mostrar que há certa compatibilidade entre as necessidades do sistema de saúde e do sistema de inovação, sendo o Estado um ator essencial na promoção dessa articulação.

“A pandemia escancarou a necessidade de atenção ao complexo econômico industrial de saúde do país, onde foi preciso enxergar o setor como parte fundamental e, consequentemente, como medida de política pública: universal e acessível a todos”, explica Osório.

Com base na análise produzida pela Assessoria Fiscal da Casa, ele defende que as políticas de saúde, além de sua dimensão social, também constituem mecanismos estratégicos para a consolidação de um sistema de inovação dinâmico, com efeitos diretos no desenvolvimento nacional.

“Integrar as diferentes regiões do Estado é o primeiro passo para este avanço. Assim, é possível ampliar ações preventivas de saúde e evitar que gastos maiores sejam necessários”, conclui o economista.

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