Ceciliano critica mudança na licitação do Santos Dumont

Compartilhar

A concessão do Aeroporto Santos Dumont em separado dos terminais de Minas Gerais, anunciada pelo Ministério da Infraestrutura, não altera a concorrência predatória que põe em risco as operações do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão). A avaliação é do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado André Ceciliano (PT). A alteração do edital terá o efeito de aumentar o valor da outorga, o que beneficiaria apenas o vencedor da concessão e o Governo Federal. Para ele, é imprescindível que os dois principais aeroportos da Capital se complementem e não disputem voos.

“Essas mudanças no edital, promovidas pelo Governo Federal, só favorecem quem ganhar o leilão do Santos Dumont, porque agora não haverá mais os aeroportos deficitários, permitindo uma outorga maior. Porém, o problema continua. Isso porque se o Santos Dummont puder operar voos regionais e internacionais, haverá uma concorrência que vai prejudicar o nosso hub, a nossa conexão com os outros estados e com o resto do mundo, quebrando o Galeão”, afirmou Ceciliano.

A decisão da Secretaria Nacional de Aviação Civil de mudar o edital da 7ª rodada de concessões aeroportuárias foi anunciada na segunda-feira (31/01). O aeroporto Santos Dumont, que seria licitado em um bloco com o aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste da capital fluminense, e com os aeroportos das cidades mineiras Montes Claros, Uberlândia e Uberaba, será licitado isoladamente, em bloco único.

O presidente da Alerj defende que o número de passageiros do Santos Dumont seja limitado a, no máximo, sete milhões por ano, com o terminal do Centro ficando restrito a voos de ponte aérea e à aviação executiva. Os internacionais continuariam no Aeroporto Tom Jobim, que inclusive dispõe de ampla infraestrutura para o transporte de carga. A precarização do terminal da Ilha do Governador vai prejudicar a importação e exportação de produtos, que chegam hoje ao Rio na barriga das aeronaves. A previsão é também de perda de empregos, já que o Galeão representa hoje mais de 20 mil vagas fixas.

“É hora de refazer a conta, e mudar este ponto-chave do edital para o estado do Rio de Janeiro. Caso contrário, vamos ter que fazer um pouso forçado num momento crucial da recuperação da nossa economia”, alerta.

Recentemente, a Alerj enviou documento à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) solicitando que o Aeroporto Santos Dumont seja repassado ao Governo do Estado para que este realize o processo de concessão. O Parlamento fluminense também aprovou Decreto Legislativo 20/21, de autoria do presidente, que cancela a Licença Prévia IN052107, emitida pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA), para ampliar as pistas de pouso e decolagem do Aeroporto Santos Dumont.

No novo edital, o aeroporto de Jacarepaguá será licitado junto ao aeroporto Campo de Marte, localizado na Zona Norte da cidade de São Paulo. A licitação está prevista para ocorrer ainda no primeiro semestre de 2022.

RECEBA NOSSOS INFORMATIVOS NO SEU EMAIL OU POR WHATSAPP

Mais notícias

André Ceciliano participou do ato ao lado dos candidatos ao Senado Benedita e Pedro Paulo,

Candidato a deputado estadual, André Ceciliano, do PT, destaca que uma de suas prioridades será

Candidato a deputado estadual se reuniu com o prefeito Haroldinho e apoiadores para discutir avanços

Candidato a deputado estadual participou de caminhada na Taquara e realizou duas carreatas em Japeri,

Plenária “Paracambi do Lado Certo” reuniu mais de mil apoiadores nesta sexta-feira (25) O candidato

Prefeito e ex-prefeito de Nova Iguaçu destacaram a atuação dos candidatos em investimentos recentes na