Apoio do parlamento à UERJ é destaque em debate sobre assistência estudantil

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Ceciliano defendeu o protagonismo das universidades para recuperação econômica do Rio

As ações do presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), em apoio à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) foram destaque em um debate promovido, nesta quinta (12), pelo diretório acadêmico do curso de Direito da instituição. Com o tema “Autonomia universitária e políticas de assistência e permanência estudantil”, o evento fez parte da recepção aos calouros do curso e lotou um auditório no campus do Maracanã com mais de 200 pessoas, entre membros da comunidade acadêmica e líderes estudantis.

O ex-reitor da instituição, professor Rodrigo Lodi, destacou que a UERJ conseguiu implementar uma política de inclusão digital no auge da pandemia de COVID -19 com o apoio do Legislativo. “Dada a característica social dos alunos, não seria possível fazer um ensino remoto sem um plano de inclusão. Fomos atrás dos recursos para fazer aquele que seria o maior plano de inclusão digital durante a pandemia entre todas as universidades do Brasil e o André, mais uma vez, se mostrou um grande defensor da UERJ”, disse Lodi, que foi acompanhado por gritos da plateia em apoio a Ceciliano.

Na pandemia, os alunos cotistas e em situação de vulnerabilidade social receberam 10 mil tablets e 12 mil pacotes de dados para que pudessem ter acesso ao ensino remoto, além de um auxílio emergencial de R$ 600. “Hoje, a UERJ tem uma política de assistência consolidada e que é a cara da nossa universidade”, elogiou a aluna de graduação Morena Perez, que está no 8º período do curso e se emocionou ao receber os calouros depois de dois anos de atividades remotas: “É muito importante ver esse auditório lotado depois de tanto tempo”.

Acompanhado pelo deputado federal Marcelo Freixo (PSB) e a deputada estadual Dani Monteiro (PSOL), Ceciliano lembrou que a Alerj também foi responsável por incluir na Constituição Estadual a obrigatoriedade do pagamento dos duodécimos da UERJ – que são repasses orçamentários mensais feitos pelo governo, garantindo maior autonomia à universidade: “Em 2017, um dos anos mais difíceis da crise econômica do Estado, convenci o então governador Pezão a dar autonomia às universidades. O momento parecia o pior possível, mas foi uma janela de oportunidade”.

Ceciliano ainda explicou que garantir a autonomia da universidade e fortalecê-las são essenciais para o desenvolvimento econômico do Rio – já que elas produzem o conhecimento necessário para qualificar os investimentos do Estado. “As nossas universidades, incluindo a UERJ, podem e dever ajudar a gente a recuperar a nossa economia, junto com as outras instituições científicas que temos aqui, como a Fiocruz, por exemplo. As universidades têm um papel fundamental para pensar no Rio pós-pandemia”.

Doações da Alerj

Desde que foi eleito presidente da Alerj, Ceciliano promoveu uma economia de mais de R$ 1,5 bilhão nos caixas do Legislativo – repassando parte desses recursos para a UERJ, que conseguiu transferir o Colégio de Aplicação para uma nova sede graças com uma doação de R$ 26 milhões, além de terminar a reforma do navio-escola da faculdade de Oceanografia com uma doação de R$ 1,6 milhão. A Alerj também fez doações a outras universidades, como a UENF, que recebeu R$ 20 milhões para investir em infraestrutura e turismo, e a UFF, que recebeu R$ 18 milhões para construção de um biotério central para as pesquisas científicas.

Expansão da UERJ

A atuação da Alerj também foi imprescindível para a expansão da UERJ para outras regiões, entre elas a Zona Oeste da cidade do Rio, com a incorporação da UEZO, aprovada através da Lei 9.602/22. “O presidente se absteve, mas eu nunca vi uma abstenção tão militante porque ele trabalhou muito pela aprovação do projeto. Agora, os professores e técnicos da UEZO já estão recebendo como os da UERJ”, disse Lodi.

A universidade também vai chegar a Vaz Lobo, na zona Norte da capital, oferecendo os cursos de Direito, Administração e Enfermagem, que foram escolhidos por meio de uma pesquisa com mais de 10 mil moradores da região. O campus será construído na antiga sede da Faculdade Nuno Lisboa, desapropriada por decreto assinado por Ceciliano enquanto ocupava interinamente o cargo de governador do Estado.

Política de cotas

Também foi sob o comando de Ceciliano que a Alerj aprovou, em 2018, a prorrogação por 10 anos da política de cotas da instituição, que foi pioneira ao reservar vagas para pessoas negras e pardas, indígenas, com deficiência e filhas de profissionais da Segurança mortos ou incapacitados em serviço. Desde que foi implementada, a política de cotas da UERJ se tornou um exemplo para todo o país, sendo reconhecida pela Procuradoria-Geral do Estado, que reconheceu que os alunos cotistas tinham um rendimento acadêmico similar ao dos não cotistas e tinham, inclusive, um índice menor de evasão.

O sucesso da universidade, que hoje tem 1% das citações científicas em pesquisas de todo o mundo, atraiu a atenção de deputados que quiseram extingui-la e vender todo o seu patrimônio através de um projeto de lei. A medida foi barrada com articulação do deputado Ceciliano, assim como a CPI das Universidades, proposta “não para melhorar a UERJ, mas derrubá-la para reconstruí-la do zero”, como disse Lodi. “O André, com seu jeito conciliador, foi capaz de barrar o projeto”, lembrou.

A capacidade de diálogo e articulação do André Ceciliano também foi destacada pelos outros deputados que compunham a mesa. “Se eu falo de um mandato jovem, negro e feminista na Alerj, isso só é possível por uma presidência democrática como a dele”, elogiou a deputada Dani Monteiro, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj e ex-aluna da UERJ.

O mesmo foi reforçado pelo deputado federal Marcelo Freixo. “Ele foi o primeiro presidente da história da Alerj que o PSol votou favorável.  Mesmo sendo líder de um partido com apenas três deputados, venceu a eleição com muita legitimidade”, lembrou Freixo, que passou mais de 15 anos no Partido Socialismo e Liberdade.

“No ápice da crise do Estado, o Legislativo se tornou um ponto de refúgio. As bombas e os conflitos estavam na Alerj e não no Palácio Guanabara porque era ali que estavam sendo discutidas as decisões políticas. E o André fez isso muito bem”, disse em referência ao ano de 2017, quando o Rio perdeu receita com a queda do preço do barril do petróleo e precisou aderir ao Regime de Recuperação Fiscal para aliviar o caixa do Estado e pagar os salários atrasados dos servidores.

O deputado estadual Carlos Minc (PSB) também acompanhou o debate na plateia do auditório.

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